‘Adeus, doutor Edson Tanno!”

Com o surgimento da pandemia emergiu no imaginário uma metáfora para expressar o tamanho do novo desafio, qual seja, a guerra.

E, como em toda guerra, existem aqueles combatentes que são enviados para o “front”, ou seja, para a linha de frente.

Sem vãs filosofias ou questionamentos, nem estéreis embates ideológicos simplesmente vão, expondo suas vidas em fidelidade à missão recebida.

Diferentemente dessa guerra, fruto da estupidez humana, travada para eliminar vidas, existe uma outra nobre e sublime, travada para salvar vidas com a qual podemos comparar a atual pandemia.

E nesta, cujo inimigo é invisível, tantos se apresentam para engrossar as fileiras dos bons combatentes que, em estreita sintonia com sua opção, se colocam decisivamente no campo de batalha.

Assim, até então anônimos e desvalorizados, despontaram tantos bons profissionais tais como os da limpeza pública, da segurança e da educação.

Na esteira desses, porém indo um pouco além devido à índole específica à de um sacerdócio com que foram revestidos, são os profissionais da saúde os quais, à semelhança do Dr. Edson Tanno, médico intensivista, oferecem diariamente no anonimato dos corredores dos hospitais e na solidão das UTIs suas vidas em favor dos outros.

Tristes, mas cheios de esperança, tendo no horizonte o testemunho de pessoas como o Dr. Edson Tanno, todos os dias façamos nossas as palavras do apóstolo Paulo: “Combati o bom combate, terminei a corrida, guardei a fé”.

Pe. Orlando de Almeida Alves
Capelão do Hospital Regional

01 dezembro edson tanno

Dr. Edson Tanno

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