Mulher arrastada por enxurrada perto da Câmara de Assis continua na U.T.I.

Triste notícia publicada na edição impressa do Jornal da Segunda, que encontra-se nas bancas!

As fortes chuvas registradas em Assis, na última semana do mês de março, mais precisamente no dia 26, não provocaram apenas danos materiais em veículos e ruas.

Causaram uma vítima gravíssima.

Uma costureira, de 51 anos, cuja identidade não é revelada a pedido da família, foi arrastada pela enxurrada nas proximidades da Câmara Municipal e continua internada na UTI do Hospital Regional de Assis, após ser atendida na UPA por algumas vezes sem que nada de grave fosse diagnosticado pelos médicos.

Um exame pago pela família, feito por um laboratório particular, detectou leptospirose, provavelmente em razão de a mulher ter engolido água ao cair sob o carro, onde estavam o marido e um filho tentando escapar da enxurrada.

“Por sorte, ela não morreu afogada”, conta o marido, que continua revoltado com o atendimento recebido pela esposa na UPA do Jardim Aeroporto.“Se não pagássemos o exame, onde foi detectado esse problema, provavelmente, eu estaria viúvo hoje”, protesta.

Ele conta que a mulher, no dia seguinte às fortes chuvas, aparentava estar bem, mas, alguns dias depois, começou a reclamar. “Levamos ela na UPA por mais de uma vez os médicos só aplicavam soro, davam uma medicação e liberavam para voltar pra casa”, revela.

Ele disse que a família chegou a sugerir a um dos médicos da UPA que fizesse o exame para saber se ela havia contraído leptospirose, mas ele teria dito não ser preciso em razão de ela “não sentir febre”.

Numa das vezes em que a mulher foi liberada pelos médicos da UPA sem fazer o exame, a família decidiu procurar a Santa Casa, mas acabou desistindo pelo atendimento ser particular. Foi quando se dirigiram a um laboratório particular para fazer um exame que pudesse tirar a dúvida se ela havia contraído leptospirose.

“Antes do resultado, minha esposa passou mal novamente e tivemos que voltar à UPA. Como o quadro clínico dela se agravou e o exame que havíamos feito confirmou leptospirose, decidiram mandar ela, com urgência, para o Hospital Regional, onde encontra-se internada até hoje, na Unidade de Terapia Intensiva”, contou o marido.

O último boletim médico, segundo a família,  mostra um “quadro estável, com leve melhora no fígado e pulmão, mas continua gravíssimo”, resumiu o marido.

ENXURRADA – O marido da costureira se lembra que no dia das fortes chuvas, 26 de março, ele estava no interior do seu carro junto com um dos filhos e a esposa foi tentar ajudar para evitar que o veículo fosse arrastado pela enxurrada.

“Quando se aproximou, se escorregou e caiu, ficando presa na enxurrada, debaixo do carro. Deus deve ter intercedido. Meu filho abriu a porta do veículo. As chuvas entraram no carro, que se movimentou e fez com que minha mulher conseguisse se desprender, sendo carregada pelas águas”, contou.

Desesperado, o marido pediu socorro e alguns operários que trabalhavam numa obra na Câmara Municipal correram para ajudar a retirar a mulher da enxurrada.

Com alguns ferimentos, mas, aparentemente melhor, ela se recolheu, tomou um banho e foi descansar.

Dias depois, algumas dores passaram a incomodar a costureira, que iniciou sua peregrinação à Unidade de Pronto Atendimento, até ser removida, com urgência para a UTI do Hospital Regional, onde encontra-se até hoje.

“Pedimos aos amigos e a todos que estiverem sensibilizados que rezem pela recuperação da minha esposa”, pediu o marido.

chuvas 26 de março

As chuvas arrastaram vários carros naquele dia

Foto: Arquivo

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