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Prefeitura cobrará pelo uso dos velórios no Cemitério

Na quinta-feira, dia 31 de outubro, o prefeito de Assis, José Aparecido Fernandes, do PDT, inaugurou a reforma da entrada do Cemitério Municipal da Saudade, que recebeu um portal. Para ele, o local agora pode ser considerado um “cartão postal”.

Além do saguão de entrada, foram entregues a nova sala da Administração, sanitários e duas salas de velórios que, segundo o prefeito, terão uma cobrança ‘simbólica’ pelo uso do espaço. “Estamos pensando em cobrar 10% do valor praticado pelas empresas funerárias”, disse.

Numa empresa funerária da cidade, o valor mais baixo pelo uso de uma sala de velório gira em torno de R$ 1.000,00.

O administrador do Cemitério, Fabiano Cavalcante, aguarda a compra do mobiliário para colocar o velório em funcionamento. “Até o final do ano, o serviço deve estar à disposição”, prevê ele.

Segundo o secretário municipal de Obras, Clóvis Marcelino, a reforma da entrada do Cemitério foi executada pelos próprios servidores municipais e custou cerca de R$ 60 mil com a aquisição dos materiais de construção.

No discurso, que durou quase meia hora, o prefeito Aparecido Fernandes prometeu mais investimentos no cemitério para 2.020. “A meta é reformar o muro da avenida Abílio Duarte de Souza, ossário e o cruzeiro”, disse.

Ele explicou que oi Cemitério Municipal passou a ser auto-sustentável após a entrada de Fabiano Cavalcanti na administração. “Antes, a arrecadação mensal do cemitério girava em torno de R$ 5 mil. Agora é de aproximadamente R$ 30 mil mensais”, explicou

Após discursar, o prefeito e convidados descerraram a placa de inauguração.

MEMORIAL – O Cemitério Municipal da Saudade, que completa 100 anos em 2.020, acomoda cerca de 52 mil sepulturas. Entre elas,  de 12 padres, cujos restos mortais devem ser levados à cripta da Catedral, que passa por reforma, segundo o padre Oldeir Galdino, que abençoou as novas instalações do cemitério municipal.

Também estão sepultados 22 trabalhadores rurais, vítimas de acidente ocorrido na rodovia Raposo Tavares, na ‘baixa do lagarto verde’, na década de 80.

Em seu discurso, o prefeito José Aparecido Fernandes narrou o drama daquelas famílias à época: “Eu namorava minha esposa, Luciana, que era assistente social da Assocana. Me lembro que ela foi encarregada de confortar os familiares dos trabalhadores mortos. Acompanhei o sepultamento coletivo daqueles trabalhadores, colocados numa vala comum, no fundo do cemitério, na terra”, lembrou.

Após lembrar o episódio, Aparecido Fernandes deu uma missão ao administrador do Cemitério Municipal: “Faça um projeto e construa um Memorial em homenagem àqueles trabalhadores rurais. Quero inaugurar a obra no ano que vem”, solicitou o prefeito, que também anunciou o início da reforma do velório do Complexo Prudenciana.

“Estive reunido com os vereadores e o dinheiro de uma emenda impositiva do vereador ‘Bigode’ será usada para a reforma daquele espaço”, finalizou o prefeito.

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Funcionários do próprio cemitério reformaram o espaço

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