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No aniversário do VOCEM, saiba onde está Fabinho, campeão brasileiro pelo Corinthians

Nesta terça-feira, dia 21 de julho, de acordo com os estatutos sociais, o VOCEMVila Operária Clube Esporte Mariano– completa 66 anos de fundação.

Para marcar esta importante data para o mais antigo clube de futebol profissional de Assis em atividade, a coluna ‘Memória Mariana’, que revela onde estão e o que estão fazendo ex-jogadores que passaram no time fundado pelo saudoso padre Aloísio Beline, escolheu contar a história daquele que, talvez, tenha sido o atleta que, após vestir a camisa do ‘Esquadrão da Fé’, em 1988, tenha conseguido maior fama, mais títulos e dinheiro com o futebol.

Trata-se de Fábio Ribeiro, o ‘Fabinho’, contratado pelo VOCEM junto à Platinense, de Santo Antônio da Platina, em 1988, e que, dois anos depois, sagraria-se campeão brasileiro pelo Sport Clube Corinthians Paulista e campeão da Copa do Brasil em 1995, em dois títulos, até então, inéditos do time alvinegro.

20 julho fabinho antes

Fabinho contratado no VOCEM, é anunciado pelos diretores Carlos Pinheiro e Pedro Bruzarrosco

ANTES – Fábio Ribeiro nasceu em 26 de novembro de 1965, na cidade de Santo André, no Grande ABC. Começou sua carreira de ponta direita aos 17 anos, nas categorias do Santo André, onde ficou três anos, até despertar o interesse da diretoria do Santos Futebol Clube, para onde se transferiu em 1985.

No time do litoral paulista, Fabinho começou na categoria de base, mas logo foi profissionalizado.

Como atleta profissional do ‘Peixe’, Fabinho foi emprestado para o Clube Atlético Lençoense, de Lençóis Paulista, com o objetivo de ‘ganhar experiência’ no Campeonato Paulista da Divisão Intermediária de 1986.

No ano seguinte, Fabinho se transferiu para o futebol mineiro, onde defendeu as cores do Democrata, de Governador Valadares. Após boa participação no campeonato de Minas Gerais, o atacante foi emprestado à Platinense, de Santo Antônio da Platina, no norte do Paraná.

Em 1988, ainda no clube paranaense, junto com o amigo e médio volante Roberto Alves, recebeu o convite para defender o VOCEM de Assis, que tinha uma proposta de “montar um time muito forte”, relembra o atacante.

Além do próprio Fabinho e Roberto Alves, outros dois jogadores da Platinense também seriam contratados pela diretoria mariana: o atacante Gustavinho e o lateral ‘Dedinho’, que, anos depois, se transferiu para o Palmeiras, onde ficou várias temporadas. No Palestra, o lateral era chamado de ‘Marques’.

A passagem de Fabinho no VOCEM foi curta. Durou pouco mais de três meses. “O campeonato foi muito difícil, muito equilibrado e surgiram alguns problemas financeiros durante a campanha, que prejudicaram bastante”, se recorda.

O VOCEM, apesar de um time formado por grandes nomes, como o meio campista Mário Sérgio (ex-Santos, ex-Palmeiras), sucumbiu no transcorrer da competição.

Mesmo não tendo ficado muito tempo em Assis, Fabinho atribui ao VOCEM a grande oportunidade para reabrir o seu caminho no futebol paulista. “Sem dúvida, estar de volta à vitrine estadual com a camisa do VOCEM foi fundamental para a sequência da minha vida profissional”, reconhece Fabinho.

“Na última partida do clube, com o VOCEM desclassificado, enfrentamos a Catanduvense, em jogo realizado em Novo Horizonte. A diretoria do Novorizontino assistiu aquele jogo, se interessou pelo meu futebol e acertou minha transferência com os dirigentes do VOCEM”, relembra Fabinho, que precisou ser ‘avaliado por uma semana’ no clube da família Biasi. “Fui aprovado na avaliação e a diretoria do VOCEM, através do Mauro (dos Santos) me liberou”, explica Fabinho.

Apesar de poucos jogos com a camisa mariana e a curta permanência na cidade, Fabinho rasga elogios: “Assis é uma cidade fantástica e o VOCEM tinha uma torcida muito empolgante, que sempre lotava o estádio (Marcelino de Souza). Só tive momentos bons em Assis, onde conheci pessoas muito boas e trabalhei com ótimos jogadores, apesar de a campanha não ter sido a esperada por nós”, conta o atacante, que resume: “Só tenho boas recordações do VOCEM e de Assis”.

20 julho cor x gre

Depois do VOCEM, Fabinho conquistou títulos no Corinthians e Grêmio

DEPOIS – Com passe liberado pelo VOCEM ao Novorizontino, Fabinho viveu um futuro meteórico na carreira.

Com a camisa amarela e preta de Novo Horizonte, em oito meses, disputou o Campeonato Paulista da Divisão Especial, onde fez uma ótima campanha, e o Campeonato Brasileiro da Série C.

Dono do próprio passe, Fabinho despertou interesse da diretoria do Corinthians e foi comprado, em 1989, pelo time do Parque São Jorge, onde permaneceu quase seis anos e teve dois empréstimos ao Grêmio de Porto Alegre por duas oportunidades, em 1993 e 1994. No Rio Grande do Sul, o atacante foi bi-campeão gaúcho e campeão da Copa do Brasil em 1994.

Mas, os títulos mais importantes foram alcançados em São Paulo: “Cheguei ao Corinthians e disputei vários campeonatos estaduais e nacionais, onde o ápice foram as conquistas inéditas do título nacional de 1990, e Copa do Brasil de 1995, além de triunfos estaduais e a Super Copa de 1991”, resume.

Em 1996, Fabinho voltou ao futebol gaúcho, mas, desta vez, com passe comprado pela diretoria do Internacional e vestiu a camisa colorada no Beira Rio.

Após defender o Inter, Fabinho voltou ao futebol paulista, onde passou pelo Juventus da capital e o time de sua cidade, o Santo André.

Em 2.001, o atacante precisou encerrar a carreira na Caldense, de Poços de Caldas, quanto tinha 36 anos de idade. “Na disputa do Campeonato Brasileiro da Série A, sofri uma lesão na panturrilha, que antecipou minha despedida dos gramados, embora eu já estivesse me preparando para o adeus”, conta Fabinho, que encerrou um ciclo com a camisa 7 numa carreira compartilhada por cerca de 20 clubes, entre eles o VOCEM de Assis.

“O futebol deu tudo o que eu poderia esperar. Devo o que tenho na vida ao futebol”, agradece Fábio Ribeiro.

Ao ‘pendurar as chuteiras e a camisa 7’, Fabinho voltou à sua cidade natal, Santo André, mas logo surgiram os primeiros contatos de amigos jogadores para que ele pudesse representá-los junto aos clubes em negociações de contratos.

“Inicialmente, comecei a desempenhar esse papel sozinho, mas logo recebi um convite de um amigo para montarmos um escritório com esse objetivo, onde estamos atuando até hoje”, e completa: “Mesmo não estando em campo, continuo no futebol e, graças a Deus, tem dado certo”, conclui Fabinho.

O atacante faz questão de enviar uma mensagem toda especial à torcida mariana e à cidade: “Quero finalizar essa entrevista, agradecendo a oportunidade de contar um pouco de minha vida e utilizar o espaço deste jornal como fonte de gratidão à cidade de Assis e ao clube, desejando ‘Feliz aniversário’ nesses 66 anos de história do VOCEM, a ser completado neste dia 21 de julho. Agradecer a Deus por ter passado por esse clube, porque foi daí (Assis) que muita coisa boa começou a acontecer na minha carreira”, encerrou.

FAMÍLIA – Casado há 30 anos, Fábio Ribeiro, o ‘Fabinho’, tem um casal de filhos: Fabiana e Lucas, que também atua no futebol, como analista de desempenho no clube Água Santa. Fabinho tem dedicado as últimas semanas para brincar com a netinha Ana Clara, de apenas dois meses.

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