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MEMORIA MARIANA: Naldinho, ex-ponta esquerda, trabalha com joias, em Limeira

Dando sequência à coluna Memória Mariana, você conhecerá um pouco da história do ponta esquerdo Naldinho, que chegou ao VOCEM em 1987, com 21 anos de idade.

Ele passou três temporadas seguidas no ‘Esquadrão da Fé’, e voltou ao time em 1994, para uma curta passagem. Assim que se aposentou no futebol, com direito a uma tentativa no futebol de salão, ele largou a bola para entrar no ramo de joias. Naldinho trabalha na mesma indústria há 23 anos na cidade de Limeira, onde se casou e teve um casal de filhos.

ANTES – Erinaldo Augusto dos Santos, nasceu em setembro de 1966. Começou a jogar futebol em 1982, nas categorias de base da Sociedade Esportiva Palmeiras, onde ficou por quase um semestre. No entanto, os problemas familiares fizeram com que ele tivesse que ele deixar de treinar no Parque Antártica para interromper, provisoriamente, a carreira por um período. Para ajudar a sustentar a família, foi trabalhar na Prefeitura Municipal de Jandira, onde ficou no emprego público por cerca de dois anos.

Em 1984, surgiu uma nova oportunidade no futebol e foi contratado pelo Nacional Esporte Clube da capital. Lá conheceu o ponta direita Daniel, com quem jogou em vários clubes. “Foi meu parceiraço na bola”, resume.

Naldinho disputou a Taça São Paulo pelo Nacional e ficou a temporada inteira no clube da capital, mas os problemas na família reapareceram e ele precisou deixar a bola de lado, mais uma vez, para ganhar um salário e ajudar no sustento dos pais e os muitos irmãos.

Voltou para a Prefeitura de Jandira, onde trabalhou nos anos de 1985 e 1986. Para manter a forma física e aprimorar a qualidade técnica, jogava aos finais de semana, na várzea na Grande São Paulo.

Voltou ao futebol em 1987.

Pela primeira vez foi atuar no interior e acabou sendo contratado pela Esportiva Santacruzense, de Santa Cruz do Rio Pardo, que tinha acabado ser conquistar o acesso, mas não ficou muito tempo.

Jogando pela ‘Esportiva’, num amistoso contra o Clube Atlético Cândidomotense, Naldinho chamou a atenção de alguns diretores do VOCEM que assistiam a partida e estavam montando o elenco.

Naldinho acabou sendo indicado ao técnico Zé Rubens, que pediu sua contratação no ‘Esquadrão da Fé’, onde passaria os três primeiros anos de sua carreira como atleta profissional: 1987/1988/1989.

Naldinho se apresentou ao VOCEM em 1987, com apenas 21 anos de idade. Teve a estreia num jogo contra o Garça Futebol Clube. “Nesse dia, não deu nada certo para o nosso time e o resultado acabou motivando a saída do treinador Ipojucã, que foi substituído por Ricardo Gato, que abandonara a carreira de jogador como lateral esquerdo”, lembra Naldinho.

Sobre sua passagem pelo time mariano, o atacante acredita que sua melhor atuação tenha sido num jogo em Lençóis Paulista. “Naquele jogo, o time inteiro do VOCEM foi muito bem e não deixei mais a camisa 11, sendo titular por vários meses”, conta, orgulhoso, Naldinho.

A melhor lembrança do jogador em sua passagem por Assis nos três anos foi a “amizade formada no grupo de jogadores de 87 e 88”, e completa: “até hoje, a gente se fala e relembra muitas histórias daquela época”, diz.

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Naldinho chegou ao VOCEM em 1987

DEPOIS – Ao final da temporada de 1989, o então técnico do VOCEM, Milton Buzetto, levou Naldinho, Daniel, Beto e Corina para o Naviraí, no Mato Grosso do Sul, onde a Naviraiense foi vice-campeã estadual.

No ano seguinte, Milton Buzetto foi para o Independente de Limeira e pediu a contratação de Naldinho e Daniel, os dois ponteiros. “Fizemos um bom campeonato em Limeira em 1991″, conta o atacante.

No ano de 1992, a dupla Naldinho e Daniel se transferiu para o Operário de Campo Grande, onde disputou o Campeonato Brasileiro da Série B.

No ano seguinte, eles foram contratados pelo Araguari, onde foram campeões mineiros na Segunda Divisão.

Com passe vinculado ao Independente, Naldinho voltou para Limeira em 1994, onde começou a temporada, mas ainda chegou a ser emprestado para o VOCEM novamente, que já mandava suas partidas no estádio Antônio Vianna Silva, o ‘Tonicão”. Mas “foi uma passagem muito rápida”, se recorda.

Antes de encerrar sua carreira como atleta profissional de futebol no Independente de Limeira, aos 29 anos de idade, Naldinho teve uma passagem pelo time do Anapolina, em Goiás.

Depois de anunciar a aposentadoria no futebol de campo, Naldinho aceitou o desafio de jogar futebol de salão pelo Barueri.

Deixou os estádios para se adaptar ao jogo rápido das quadras. Sempre veloz e dono de dribles curtos e desconcertantes, Naldinho estava se dando bem com a bola pesada também, mas a carreira não prosperou e ele foi obrigado a parar com a bola.

Em 1997, Naldinho passou a trabalhar numa indústria de joias, onde está empregado até hoje. “Estou há 23 anos nesse serviço, graças a Deus, mas não posso reclamar o que a bola me proporcionou, principalmente a quantidade de grande amigos em várias cidades”, agradece.

Casado desde 1992, Naldinho teve um casal de filhos. Perdeu o menino, que faleceu há cinco anos, e tem uma filha de 25 anos de idade.

Essa é a história do sempre sorridente Naldinho, que faz questão de repetir: “Agradeço muito o que tenho na vida aos amigos que consegui na bola, principalmente no VOCEM de Assis”, finaliza.

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Naldinho mora em Limeira e trabalha com joias

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