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Mandalho, o técnico agrícola que virou preparador físico no VOCEM

Técnico agrícola e apaixonado pelo atletismo, onde começou competindo nas provas de resistência -5 mil e 10 mil- e exímio saltador com o uso de vara, graças aos ensinamentos dos professores Georges Hauer e Lilá Bergamasco, o ‘professor’ Valdecir Roberto Mandalho, aos 24 anos de idade, cursando o primeiro ano da antiga Escola Superior de Educação Física do IEDA, jamais imaginava a mudança radical que aconteceria em sua vida.

ANTES – Naquele ano de 1984, a cidade de Assis respirava futebol com a fantástica campanha do VOCEM na Divisão Intermediária.

No meio do campeonato, o coordenador do Curso de Educação Física, professor Dudu Piemonte, no intervalo de uma das aulas da turma do primeiro ano, precisando alguém para substituí-lo na preparação física do clube mariano e percebendo a seriedade e esforço do aplicado aluno Mandalho, decidiu convidá-lo para assumir a função na comissão técnica comandada pelo treinador Valter Zaparolli.

“Como ainda estava no primeiro ano da faculdade, o convite foi uma surpresa para mim, mas decidi aceitar o desafio. Logo me apaixonei pela profissão e pelo ambiente do vestiário e gramado. Era um time formado por grandes jogadores e que me receberam muito bem”, lembra Mandalho.

À época, os preparadores físicos tinham duas escolas do futebol brasileiro como espelho para seguir: Tim, do Internacional, e Bebeto, do São Paulo. “Gostava mais da carga de trabalhos do Bebeto. Exercícios intervalados com alongamento, velocidade e resistência”, explica.

Logo na primeira temporada, Mandalho conviveu com o auge do clube mariano, quando a equipe ficou perto do acesso à elite do futebol paulista. “Vivemos verdadeiras batalhas naquele ano”, se recorda. Os jogos em Jales e contra a própria Jalesense, na cidade de Araraquara, quando milhares de torcedores assisenses colocaram mais de 50 ônibus na estrada, não saem da mente de Mandalho: “Nunca me esquecerei”.

As divergentes opiniões sobre a fatídica partida em Marília, quando o VOCEM foi derrotado pelo Paulista por 1 a 0, num gol de penalidade cometida pelo zagueiro Renatão, e os bastidores que antecederam o confronto, não prosperam nos comentários do professor: “Eu voltei para Assis, após a vitória em Araraquara, com a missão de acompanhar os jogadores que não haviam sido relacionados em Araraquara e não sei como ficou o ambiente na concentração após a diretoria decidir ir direto para Marília, sem passar por Assis. O lance do pênalti eu considero mais uma fatalidade no mundo do futebol”, resume ele.

Mandalho renovou contrato e continuou no VOCEM em 1985.

No ano seguinte, foi trabalhar no rival Clube Atlético Candidomotense, mas voltou ao time de Assis para comandar a preparação física nos anos 1987 e 1988.

“Devo tudo o que aprendi no futebol ao VOCEM por ser o marco inicial da minha carreira e sou grato ao professor Dudu Piemonte por ter me dado a oportunidade de trabalhar nesse mundo fantástico”, agradece Mandalho.

DEPOIS – Em 1989, tendo concluído o curso de Educação Física, o professor Valdecir Mandalho se transferiu para o Mato Grosso do Sul. Na cidade de Naviraí, comandou a preparação física da Naviraiense no primeiro semestre. De lá, foi para o Nova Andradina, onde conseguiu o acesso de divisão estadual.

De volta à Naviraiense, em 1990, trabalhou com o técnico Milton Buzeto, com que já tinha atuado no VOCEM. A Naviraiense “era meio VOCEM de anos atrás: Corina, Beto, Naldinho e Daniel, além de Buzetto”, lembra Mandalho.

“O campeonato era de pontos corridos. Terminamos 20 pontos à frente do segundo colocado, mas perdemos a decisão para o Ubiritã”, lamenta, até hoje.

Professor concursado no Estado do Mato Grosso do Sul, Mandalho se casou em Naviraí e optou por deixar a função de preparador físico, apesar das insistentes propostas de várias agremiações.

Além de aulas na rede estadual teve experiências em escolinhas de formação de atletas na cidade sulmatogrossense.

Casado com Arlete Ribeiro Rocha, Mandalho teve dois filhos: Flaubert e Matheus e, agora, aproveita a aposentadoria para cuidar do netinho José Carlos.

Perguntado sobre a melhor lembrança do VOCEM, Mandalho elege o poder da torcida. “Aqui em Naviraí a torcida é apaixonada, mas igual em Assis eu não vi em nenhum lugar. Quando o time pisava no Marcelino de Souza, as arquibancadas lotadas com aquela chuva de papel picado fazia até o gramado tremer. Era um espetáculo!”, resume Valdecir Mandalho, o técnico agrícola apaixonado pelo atletismo, que teve uma mudança de 180 graus na sua vida quando aceitou o convite do professor Dudu Piemonte para ser preparador físico do VOCEM de Assis.

“Ser entrevistado e contar um pouco da minha história no futebol será o melhor presente de aniversário”, agradece Mandalho, o ‘Barba’, que completa 61 anos nesta quinta-feira dia 11 de junho.

Parabéns!

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Mandalho estreou como preparador físico em 1984, no VOCEM

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